Terça-feira, 14 de Julho de 2009

http://www.royalartlodge.com




Foi aqui que eu descobri isso?

Sábado, 11 de Julho de 2009

Interpretando

Um resumo: Sophie Calle é uma artista/escritora (não necessariamente nessa ordem) francesa, cujo trabalho de maior repercussão fez parte da Bienal de Veneza de 2007 (e que agora está em São Paulo). O trabalho consiste na interpretação (feita por 104 mulheres, duas marionetes e uma “papagaia”) de uma carta de rompimento de namoro que ela recebeu.

Recebi uma carta de rompimento.
E não soube respondê-la.

Era como se ela não me fosse destinada.
Ela terminava com as seguintes palavras: “Cuide de Você”.

Levei essa recomendação ao pé da letra.

Convidei 107 mulheres, escolhidas de acordo com a profissão, para interpretar a carta.

Analisá-la, comentá-la, dançá-la, cantá-la. Esgotá-la. Entendê-la em meu lugar. Responder por mim.

Era uma maneira de ganhar tempo antes de romper.

Uma maneira de cuidar de mim.

Sophie Calle

(
http://www.sophiecalle.com.br)

Na verdade o motivo do post vem agora. Uma das interpretações da carta:

ESTUDANTE

Ambre

Ambre, idade: 9 anos e meio

Eu a li e prestei bastante atenção nas palavras. Um homem está falando com uma mulher sobre os sentimentos dele.

Ele escreve para dizer que quer se separar dela. É bom, mas é complicado.

Tem umas palavras difíceis: irremediável e farsa. Eu acho que ele a ama.

Ele diz que a amará para sempre.

Se ele a ama, eu não se [sic] por que ele está deixando ela. Fala de divórcio.

Ele diz que está vendo suas outras amigas de novo.

Ele diz que gostava [sic] que as coiisas [sic] tivessem tomando [sic] um rumo diferente. Isso quer dizer que as coisas não vão terminar bem. É triste.


Picasso costumava dizer que levou a vida toda para saber pintar como as crianças; ele queria essa evolução.

Adoro a simplicidade e a liberdade delas.

Pessoas adultas complicamos as coisas, né?

=)

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Conhecem?




Xul Solar. Fui no museu desse cara em Buenos Aires, muito bacana.

Não consigo parar de ouvir

Estou viciada em Michala Petri.... e essa música é a coisa mais linda do universo!

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

perda?

“A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia.
Aceite, austero, A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério: Lugares, nomes, a escala subseqüente
Da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
Lembrar a perda de três casas excelentes. A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. E um império
Que era meu, dois rios, e mais um continente. Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda
nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que
pareça (Escreva!) muito sério. “

(Elizabeth Bishop)

ps: aceitar perdas de tempo é minha meta pra 2010.

=)

Domingo, 5 de Julho de 2009

Estranho amor

Achei esse vídeo mais que suficientemente bonito. E que todo machismo e feminismo e heterossexualismo e homossexualismo vá pro caralho. Prontofalei (como diz nega Jordana)!

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Esher em dois tempos!


Domingo, 28 de Junho de 2009

TMZ: "Eu tinha mágoa de MJ!"

Eu sempre "dou uma obcecada" com mortos. Mas com o Michael Jackson eu tenho pensando coisas novas. Na verdade, acho que ele tá sendo um dos poucos mortos que não estão me interessando por causa da morte, mas eu tô mesmo tentando entender o que eu sentia por ele enquanto ele ainda vivia.

Para mim, pouca diferença faz "MJ" vivo ou morto. Como disse uma colega do trabalho, "dizem até mesmo que ele nunca existiu". Isto é, na prática, tanto faz se ele era um personagem, um holograma, se ele existiu ou não. Mas como a história dele (me) incomodava é que eu acho louco.

Eu tinha uma espécie de horrorzinho a ele. Tinha nojo e fobiínha da pele dele. Achava que ele era uma doença mental ambulante e um corpo em decomposição. Ri dele diversas vezes, achava que ele era o cúmulo do zoável. Até quando ele morreu eu achei hilário, porque demorou pra ter certeza e até nisso o cara era esquisito, não era preto nem branco, nem totalmente insano nem normal, nem bicha nem hetero, nem gente nem E.T.; nem vivo ou morto a porra conseguia ser!

Fato é que eu achei que ele tinha, sim, que ser preso porque eu queria que ele confessasse. Não que ele estuprava crianças, mas que ele era maluco. Eu queria que ele se explicasse, que fosse OBRIGADO a se explicar pela justiça. Tinha que ter uma lei que proibisse esquisitice nesse nível! Foi isso que eu descobri sobre mim. Que eu não perdoava ele não querer ser compreendido, que eu não aceitava ele não tentar, ao menos, ser razoável, que eu tinha "mágoa" por ele se achar tão superior a tudo a ponto de achar que poderia fazer o que quisesse sem ter que pagar por isso.

Nunca entendi se ele era culpado ou não por "comer criancinha", mas que ele merecia ser preso era um fato. Para dizer que se arrependia por ter feito coisas que ninguém faz. Tinha que dizer na CNN que ele realmente tentou deixar de ser negro e que se envergonhava disso, que ele era pedófilo e se odiava por isso, que destruiu sua própria cara porque não se aceitava e que se arrependia profundamente disso. Em suma, ele tinha que dizer que o senso comum sempre teve razão e que ele se arrependia de tentar ir contra "nós", que ele era uma aberração, mas ia tentar viver como "nós" dali pra frente. Esse era o mínimo que eu precisava dele para deixar de vê-lo como puro e exclusivo objeto de escárnio mundial.

Mas eu acho que não era só eu. Acho que havia mais pessoas com pensamentos nazistas como os meus, só que é difícil perceber, acreditar e admitir que você se tornou ruim, mesmo que apenas em relação a um assunto. Principalmente porque poucas pessoas são ruins o tempo todo (ou boas o tempo todo), então, "acompanhando o histórico", mesmo seu assassino pode estar sinceramente no melhor momento dele.

Sábado, 27 de Junho de 2009

O corpo do morto

Não paro de pensar nisso.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Ser gay, casar, ter filho e blá.

Vou colar aqui, na íntegra, o texto da Mary W (http://beauvoriana2.zip.net/).
Que frequentemente me poupa do trabalho de escrever o que penso.

"A Cam falou. O que você achou da reportagem da Época?. Eu fiquei pensando se ela estava perguntando o que eu acho de duas mulheres serem mães da mesma criança. Ou o que eu achei da forma como Época tratou o negócio. E eu achei legal. A forma como a Época tratou. A gente que é isso e que além de tudo mexe com isso, vê sempre problema, né? Escorregão mesmo. Mas é chatice de quem é da área. As duas poderem registrar a criança eu acho tão básico. Eu já falei aqui uma vez. Que eu demoro demais pra sacar que as leis sobre isso são pra mim. Tipo que eu não posso casar e ter filho. Eu demoro mesmo. Porque eu vivo com planos de me casar. Se um dia acontecer, queria ver minha cara de "ué" quando não deixarem. Fico muito concentrada em arranjar a noiva e esqueço que antes preciso mudar o mundo etc. Não sei o que é mais difícil. Arrumar uma noiva ou acabar com um preconceito. Talvez eu devesse quebrar átomos por aí. Daí que eu não posso ler essas reportagens. E na internet tem os comentários. E eu fico irritada com os comentários que aparecem. Fico de verdade. Principalmente os comentários "ponderados". Que dizem olha, cada um faz o que quer, mas o que será dessa criança quando ela entrar na escola?. Uma coisa assim. Metida a ser reflexiva. A Maria Berenice, a advogada que mais atua nisso aí, de garantir os nossos direitos. Ela fala cada coisa legal. E eu queria falar dela aqui, há uns dias. Que foi quando o projeto da homofobia foi rejeitado no Senado. E uns senadores queriam fazer a alteração lá. Pra permitir que as igrejas continuem dizendo que nós somos pecadores e que o inferno é o nosso lugar. Ela disse que não era pra alterar porcaria nenhuma. Que as concessões encobrem o preconceito e que fica a impressão de que há tolerância, quando não há. É necessário que conheçamos mesmo a posição dos senadores. Posicione-se, Senado Federal. Uma coisa assim. E eu acho legal. Porque fica mesmo a impressão, sabe? Que há tolerância. Porque a gente tem muita visibilidade atualmente. E os valores individualistas respingam em nós. Então todos dizem cada um faz da sua vida o que bem entende. E é por isso que nós podemos ser gays. Porque a vida é nossa. E é óbvio isso, mas incomoda. Mas fica uma coisa complicada. Eu não sei resolver. Porque meio que encapsula a homossexualidade nisso aí de "cada um com sua vida". E fica latente o "desde que não me incomode". E "desde que não envolva a vida de um inocente". Whatever. Tudo tem me incomodado, como é fácil notar. Diante desses resmungos todos. Mas eu só vejo véu sobre véu. E minha psicóloga falava é uma cebola, mary. Você vai tirando as camadas. Infinita cebola, eu digo. Então eu não escrevi sobre a reportagem da Época porque eu não sei o que achar. Lendo assim, achei legal. Mas, né? Se fosse tão fácil, eu já tinha casado. Queria saber o que você achou.

Esse médico é legal também. Esse que fez. *O* cara.

Eu tenho muito problema com esses assuntos. Me ofende e me deixa no chão mesmo. Principalmente esse negócio de criança, de acharem que a gente é tarada e que melhor criança nem ficar perto. Que uma "casa gay" não é ambiente saudável. Ai. Nossa, fico mal mesmo. Por isso que não dou conta de debater direito. E pensar direito e tals."

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Taradinho 2

Clica aÊ!

Então lááá vai! Taradinho!

Clica aê!